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Fonte: www.jacaremoto.com.br

 

Coluna do Ozéias
Nº 3 - Janeiro/2015

O MUNDO ANDA (MESMO) MUITO COMPLICADO

Paris é mesmo tudo aquilo que a propaganda nos demonstra. A capital francesa transborda em beleza e glamour, ao passo que, a atmosfera mista de cultura, valores e aquela pitada generosa do tempero da velha Europa fazem dessa cidade um caso de amor à primeira vista, especialmente a nós brasileiros, forjados em um padrão de vida díspare do que ali se vive.

Em suma, vale a pena conhecer Paris. Lá estive a pouco tempo, o que torna as recentes notícias dos atentados ocorridos na cidade um pouco mais palpáveis para mim, dado o frescor das lembranças e sensações que tive o privilégio de vivenciar nos dias que lá passei.

É interessante perceber como essa percepção é alterada quando algo dessa natureza ocorre em lugares que já passamos e sentimos. As imagens de fotografias e vídeos que nos chegam se tornam um pouco mais “reais”.

Refletir sobre esses tristes fatos nos remete mais uma vez a pensar como anda nosso sofrido e combalido mundo.

O terror é uma das mais perversas, covardes e nefastas criações já engendradas pelo homem, pois não tem rosto, é imprevisível e seus motivos povoam apenas as mentes doentias daqueles que acreditam nessa terrível ferramenta como meio de alcance, intimidação, persuasão, ou seja lá qual for o motivo sórdido por ele representado.

Nada justifica o terror. Reciprocidade por um modelo de colonização perversa, faxina étnica, golpes de estado, religião. São alguns dos discursos que tentam justificar atitudes ainda mais insanas, como explodir edifícios, aviões e pessoas.

De todos os subterfúgios, o fanatismo religioso sem dúvida desponta nos dias de hoje como o mais perigoso e ardil motivo para tais atrocidades.

Isso porque os fanáticos religiosos não estão preocupados em auferir ganhos ou conquistar riquezas. Seus motivos transcendem a própria realidade, pois não temem a morte e esperam a recompensa além da vida, cercados por 70 virgens no paraíso.

Incrível como a humanidade se divide hoje em vertentes tão distintas. Enquanto parte de nós se prepara para a colonização interplanetária, com Marte cada vez mais perto, a outra parte se afoga no oceano da ignorância e da intolerância, declarando guerra e decapitando aqueles que não acreditam em suas verdades.

O terrorismo encontra na ignorância seu mais fiel aliado. E esta, a ignorância, é o terreno mais fértil para as grandes atrocidades da humanidade: a pobreza, miséria, conflitos e um sem número de consequências funestas.

Carl Sagan nos deixou um legado de reflexões interessantes. As belas visões do cientista remetiam a uma humanidade una, coexistindo enquanto espécie e buscando objetivos comuns (fato que os animais ditos irracionais já praticam a milhões de anos). Para Sagan esse seria o caminho para a sobrevivência humana e do planeta.

A outra via seria a barbárie, com sobreposição dos objetivos individualistas, destruição do meio-ambiente e até mesmo a extinção das espécies em estágio avançado.

Triste é constatar que infelizmente estamos caminhando a passos largos para a segunda via.

Que Paris se recupere e continue a brindar o mundo com sua beleza. Precisamos muito da luz da cidade-luz.

Saravá.

Ozéias Rocha
ozeiasrocha@gmail.com

Acesse aqui o arquivo Coluna do Ozéias

Coluna do Alexandre
Nº 19 - Abril/2015

Porque a moto?

Nesses tempos bicudos de crise e imposto de renda detive-me a observar minhas motos na garagem. São três, olhando-as me perguntei porque diabos um homem troca um carro com direção hidráulica, ar condicionado e outros mimos por um veículo com duas rodas, cuja característica mais primária é tombar ao chão, que nos sujeita às intempéries, sujeiras do asfalto, quedas, sol no lombo, com o calor infernal que o acompanha e a temida “água podre” na pista, vinda sabe-se lá de onde e que, após a passagem dos pneus, teima em respingar nas nossas canelas, trazendo à tona nossos medos mais primitivos de micróbios e pernas caindo.

Sendo um sujeito que trabalha em excesso vejo-me constantemente envolto em prazos, horários, despesas, escalas difíceis de compatibilizar, feriados em hospitais, como este sábado de aleluia em que redijo este texto e outras cansativas similitudes. Escolhi viver assim a partir de alguns projetos de vida e de vivências dolorosas do passado, que ensinaram ser o homem que não vive o presente, pensando somente no futuro, um tolo. Por outro lado, viver o presente sem pensar no futuro é sempre um descuido. Isso torna a vida um pouco mais trabalhosa, pois é necessário gastar e poupar ao mesmo tempo. Em última análise poderia dizer que procurei meu próprio cansaço. Se esta constatação serve de consolo, não resolve o imbróglio. Disponho hoje de pouco tempo livre, as pessoas que amo reclamam de minha ausência, assim como meus amigos.

A vida humana na Terra é difícil e dura. Sempre ao passar por pontos de ônibus lotados, atender meus pacientes de SUS, que perdem consultas por não ter sequer o dinheiro da condução, ver gente esforçada trabalhando duro em troca de subsistência, sem qualquer possibilidade de almejar uma vida melhor, penso em Adão e Eva e na triste realidade de comer nosso pão a partir do suor do próprio rosto. Vejo-me um abençoado, que teve as oportunidades de galgar posições melhores a partir do próprio esforço. O mérito é sempre daquele que realiza, mas as condições para que esse mérito seja possível dependem de muitas outras coisas. Pai e mãe que incentivem, Deus, provendo saúde e inteligência. Determinação, companhias certas, desejo e talvez o mais difícil: acreditar em um esforço cujo fim não é visível e cujo resultado não sabemos nem temos condições intelectuais de aquilatar enquanto o depreendemos.

Explicar o magnetismo das motos começa, paradoxalmente, pelo próprio capacete. Poucas coisas nos colocam tão em contato com nós mesmos quanto esse item de segurança. Sentimos nossa respiração, o calor que nos emana do rosto, o suor da testa, o hálito. Os sentidos seguem limitados, a audição é abafada, a visão tem ângulo estreito e é prejudicada pela viseira. Não há com quem falar e o tato não ultrapassa os limites das manetes. É um ambiente perfeito para o contato consigo mesmo, sem o tédio das meditações, posto ser necessário fazer curvas, calcular trajetórias, desviar de buracos e observar o perfeito equilíbrio entre os dois freios nas paradas.

Gostar de motos não é um estilo de vida como dizem alguns, não é solução de problemas nem tampouco alguma panaceia que nos livre de males existenciais. A moto em última análise nos põe em contato com nosso íntimo e com o ambiente que nos cerca, em sua forma mais crua: sol, calor, frio, chuva, vento. Nos desperta emoções primárias: relaxamento, medo, alívio, vitória. Nada muito elaborado ou complexo. Uma somatória de coisas simples onde entramos em contato com o complexo que somos, onde dirimimos dúvidas, criamos outras, esquecemos das tensões, encontramos o relaxamento e por vezes a paz. Não se busca a moto para estar sozinho. Busca-se a moto para ser melhor em conjunto, é um momento sabático no cotidiano, de reflexão sobre si mesmo e sobre a vida. Tudo embalado pelo ronco do motor, pela arrancada, a manobra arrojada, a velocidade. Muitas vezes dentro de paisagens deliciosas, nos remetendo àquele tempo em que podíamos ser irresponsáveis garotos, sonhando ser o Nelson Piquet.

Alexandre Dias Pinto Coelho
alexandredpcoelho@yahoo.com.br

Acesse aqui o arquivo Coluna do Alexandre

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